Híbridade de saberes
Marina S. Monteiro

Auto avaliar-se é o que há de mais difícil, afinal, tudo do outro lado sempre é tão mais fácil. Quando erramos, por exemplo, nos dói menos colocar a culpa no outro. E quando se é o momento de falar de si próprio, surgem grandes dificuldades e surpresas.
Mascaras a parte, meu conhecimento. Hoje descubro um novo mundo, que se abre diante de meus olhos, mundo esse, em forma de conhecimento.
Ah! O amor, e acompanhando-o os saberes que só ele os conhece. “Amor é fogo que arde sem se ver [...]”, “o amor ficou cego graças a loucura, e a partir de então ela acompanha-o”, “e mesmo que me arranquem o sexo, minha hora, meu prazer te amar eu ousaria”, e ele divide seu conhecimento comigo, enfim sou também amor.
E a ruidosa tecnologia, com ela, sua notável involução em forma de evolução. Sisisi, trim!Tictac tictac, e soou e barulho tecnologia.
E minha negra consciência. Que antes sussurrava frases grotescas, agora compreende essa tal consciência, e livremente sai as ruas para defender essa linda pérola negra e dizer ilê-aê, e gritar que sou e soou você. E que esse Brasil, brasil é muito mais negro que se imagina, no bom sentido da palavra, sempre o claro, mas sua identidade não é nem um pouco clara é negra, e digo negra pelo fato que diferente de preto que é cor negra é uma raça, mãe de toda uma nação e todo um povo que designa coragem.
E agora além de ser o amor, e soar a tecnologia, e ser e gritar essa clara consciência negra e ser parte agente desse povo que designa coragem, ser, e soou, e grito tudo isso em identidade e com essa tal híbridade de saberes.
Então o que dizer de tudo o que aprendi. Amores, amar, amor, barulho, tecnologia, tecnológico, e minha negra consciência,e essa linda pérola negra, e esse Brasil do brasil, interpretar, interpreto, interpretada, saber, sabe-se, soube-se, conhecer, conhece, conhecer-se, amizade, amigo, amiga,amigos, desenburrecer, desenburrece, desenburrecer-se, desenburrecida, filmar, filmagem, filme, cotas, cotar, cotistas, híbrido, híbridade, mula, mulata, eu.
Me auto avalio híbrida, sabendo-me, conhecendo-me, super dotada de conhecimentos, não para a escola, mas para esse novo mundo, e demonstro meus sinceros agradecimentos a meu eterno educador, o homem negro de face branca, que me ensinou a me a saber-me enquanto mulher e pensadora.

0 comentários: