"AS INDAGAÇÕES
A resposta certa, não importa nada:
o essencial é que as perguntas estejam certas."
( Mario Quintana)
Negros
Alma D'Jem
Composição: Indisponível
Alma D'jem - Negros
quem tirou negro de casa
tirou filho do seio da mãe
pra dar vinte chicotadas
são dez no lombo outras mil no coração
quem tirou negro de casa
deve respeito e perdão
mas semeia preconceito (uouo)
distribui a opressão
ensina pro teu filho o valor
do sangue e da cultura derramados pelo chão
ensina amor pra sonhar com a união
quem tirou negro de casa
não conseguiu entender
negro forte padecendo
era saudade da alegria de viver
quem tirou negro de casa
mautratou uma nação
mas fez bem pra humanidade
encheu de cor quem vivia a escuridão
"O homem que se vende recebe sempre mais do que vale".
Barão de Itararé
"A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios".
Barão de Montesquieu
"A vaidade é um princípio de corrupção".
Machado de Assis
"Os costumes, cuja excelência torna o governo quase inútil e cuja corrupção o torna quase impossível".
Charles Tocqueville
"O riso é a fraqueza, a corrupção, a insipidez da nossa carne".
Umberto Eco
"gente sem terra,corrupção, desemprego:
mundo em guerra".
Carlos Seabra
"Pode invadir
Ou chegar com delicadezaMas não tão devagar que me faça dormirNão grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidarAcordo pela manhã com ótimo humorMas ... permita que eu escove os dentes primeiroToque muito em mimPrincipalmente nos cabelosE minta sobre minha nocauteante belezaTenho vida própriaMe faça sentir saudadesConte algumas coisas que me façam rirViaje antes de me conhecerSofra antes de mim para reconhecer-meAcredite nas verdades que digoE também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.Respeite meu choroMe deixe sozinhaSó volte quando eu chamarE não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariadaEntão fique comigo quando eu chorar, combinado?Seja mais forte que eu e menos altruísta!Não se vista tão bem...Gosto de camisa para fora da calça,Gosto de braçosGosto de pernasE muito de pescoço.Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, cheiros, olhos, mãos...Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.Seja um pouco caseiro e um pouco da vidaNão goste tanto de boate que isto é coisa de gente triste.Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.Nem escravo meuNem filho meuNem meu pai.Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.Me enlouqueça uma vez por mêsMas me faça uma louca boaUma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ...Goste de música e de sexoGoste de um esporte não muito banalNão invente de querer muitos filhosMe carregar pra a missa, apresentar sua família... isso a gente vê depois ... se calhar ...Deixa eu dirigir o seu carro, que você adoraQuero ver você nervoso,inquietoOlhe para outras mulheresTenha amigos que se tornem meus amigos e digam muitas bobagens juntos.Me conte seus segredos ...Me faça massagem nas costas.Não fumeBebaChoreEleja algumas contravenções.Me rapte!Se nada disso funcionar ...Experimente me amar!”Marta Medeiros
Um Bonde Chamado seu Beijo...
Quem encobrirá meu sono?Beijará quem minhas costas no cotidiano?Quem, no meio do frio, me cobrirá com lindas orelhase me dirá palavras indecentes nos ouvidos?Quem, atrevido, me acordará com o ponteiro em ristecomo um pássaro que não quer tudoapenas o céu, a gaiola, o alpiste?Quem que, quando eu dormisse, por mim zelassee eu, quando acordasse, lhe fizesse iogurtes brejeirosmassagens nos pés, cumplicidades de enlace?Quem me agarrará por trás quando eu sair cheirosa do banhoe terá orgulho de eu ser guerreira e perfumada ao mesmo tempo?Quem em bom senso dirá que muito me assanhoquem orientará a guerrilha diária a que me proponhoquem será inteligente e gostoso a meu lado como está no meu sonho?Quem, a quem me disponho a cozinhar e fazer versosquem racional e perverso cochichará nos tímpanos da minha almaa doce ordem, a venal palavra: Calma?Quem com sua alma me mostrará um mar vertical?Quem, meu igual, me apontará andores reais, sem excesso de glacê no boloCom determinação de touro e a nobreza de poder ser banal?Quem, coisa e tal, me beijará a boca e me enfiará as mãospor debaixo da barra do segredo do vestidoe um dia passeará comigo no segredo contido na Barra do Jucu?Quem, senão tu que eu elejo, eu planejo, pode habitar o lugara suíte que há tanto tenho reservado?Quem, encomendado, pode me manter na confiança dos edredonsenquanto não chega?Quem, com certeza, me visitará num outubourbon no gume da lirade eu ser égua, cadela, mulher e sua?Quem sobre mim sua, pinga, chove?Quem que com lucidez resolve o abismo simples de prever o risco de sonharpra nele mesmo cair, rire se embolar?Quem me dará a idéia de conceber a saudade no sentido táticoquem, não estático, de longe me fará cometer poemas de meia-noite?Quem, sem favor, me estende o braço com rosas na mãocom explicação pro meu calor?Quem, senão meu doido bondinhomeus olhos acesinhos, meu comedor...Meu triz, meu riscomeu cristo redentor?Elisa Lucind